Curitiba - Embora a pauta da greve dos servidores técnico-administrativos seja nacional, o Sinditest, que representa a categoria, discutiu ontem questões locais, caso da implantação do ponto eletrônico no Hospital de Clínicas (HC) da UFPR. No dia 8 de junho, pouco tempo depois da deflagração da Operação São Lucas, da Polícia Federal (PF), que apontou a existência de pelo menos dez médicos "fantasmas" no HC, isto é, que recebiam salários sem exercer suas funções, a direção do hospital instalou 62 equipamentos para registro de presença via biometria.
A presidente do Sinditest, Carla Cobalchini, contudo, lembrou que, por lei, professores e cargos de chefia não são obrigados a cumprir o procedimento. "Nosso posicionamento é contrário porque a medida é discriminatória; só serve aos técnicos e não garante que a jornada de 30 horas seja reconhecida. Eles (HC) utilizaram a justificativa de que o ponto seria uma solução para a questão dos médicos, mas no nosso entendimento, quem burla um sistema de controle burla outro também", afirmou.
O HC, por sua vez, informou que atendeu a uma solicitação da Controladoria Geral da União (CGU). "Esclarecemos que não houve qualquer alteração nas cargas horárias realizadas pelos funcionários com a adoção do ponto eletrônico, mas sim o controle efetivo da jornada de trabalho realizada por todos os funcionários do Complexo Hospital de Clínicas", disse a instituição, em nota. (MFR).

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