Sindicato dos Trabalhadores acusa falta de segurança
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sexta-feira, 16 de março de 2001
Do Rio de Janeiro 
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro-RJ) acusou a Petrobras de não ter instalado equipamentos básicos de segurança na plataforma P-36. Entre eles, aparelhos detectores de gás. A empresa rechaçou essa acusação. O gerente-executivo de Segurança, Meio-ambiente e Saúde da Petrobras, Irani Varella, 50, disse que não há dúvida de que a P-36 tinha total condição de segurança para iniciar seu funcionamento.
Varella afirma que antes de entrar em operação a plataforma recebeu certificação dos engenheiros da Petrobras, que não teriam o interesse de colocar seus colegas em risco, e de instituições internacionais.
O gerente afirma que esta certificação é necessária até para obtenção do seguro. Imagine se um conjunto de bancos ia dar um seguro de U$ 500 milhões para uma plataforma sem equipamento de segurança. Essa hipótese é um absurdo e coloca em descrédito quem a fez, afirma Varella.
Mas o Sindipetro mantém a acusação. Nós sabemos disso (da falta de equipamento) há muito tempo, mas os funcionários têm medo de denunciar, disse Nilson Cesário, presidente do sindicato.
Ele afirma que não foram instalados os detectores de gás e que esses equipamentos poderiam ter evitado as explosões que mataram um homem, deixaram outro gravemente ferido e nove desaparecidos na madrugada de quinta-feira.
Segundo Cesário, os detectores utilizados nas plataformas têm funcionamento semelhante aos detectores de fumaça instalados em edifícios residenciais e comerciais, porém com elementos mais sofisticados. Eles localizam o vazamento de gás e também a intensidade dele e acionam um alarme imediatamente.


