Sindicato dos Taxistas reivindica aumento de 30% na bandeirada
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quinta-feira, 01 de julho de 1999
Por Géssica Rodrigues, especial para a AE 
São Paulo, 02 (AE) - O Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo reivindica aumento de 30% na bandeirada. A proposta foi encaminhada à Secretaria Municipal dos Transportes que fará um estudo antes de decidir se aprova ou não o valor sugerido pela categoria. Segundo o diretor-secretário do sindicato, Salvador Vieira de Lima Filho, as tarifas estão estáveis desde 13 de junho de 1996. Segundo ele, nesse período os custos aumentaram. "Os combustíveis subiram 70% e o salário mínimo, 21 43%, em três anos".
Lima Filho explica que, em 1996, o preço da passagem de ônibus - R$ 0,80 - equivalia ao quilômetro rodado do táxi. Hoje, porém, enquanto os ônibus custam R$ 1,15 a tarifa-base para os táxis permanece em R$ 0,80. "Não estamos suportando mais os custos". Há 60 dias, pesquisa do próprio sindicato mostrava que a categoria não estava definida quanto à necessidade do aumento. Mas, segundo Vieira Filho, hoje, os motoristas concordam com o acréscimo.
Os taxistas Jorge Spinola Berenguer, Ismael Antônio Pereira e Celso Luiz Rodrigues são favoráveis ao aumento das tarifas. Para eles, se não houver o reajuste, pode ocorrer queda na qualidade do serviço prestado. "O preço do táxi está defasado em relação ao do ônibus", argumentou Berenguer. Para Milton Perruzzetto, porém, o aumento pode espantar os passageiros. "Precisamos de um acréscimo mas é preferível ter trabalho".
Quem faz uso do serviço, em geral, não aceita a reivindicação de aumento dos taxistas. A promotora de eventos Andréa Regina de Oliveira, que utiliza táxis nos fins de semana, é um exemplo. Moradora do bairro do Limão, ela adota esse transporte para sair à noite. Andréa acha o preço atual razoável
e admite que, com o aumento, ficará difícil pegar táxi com a mesma frequência. "Gasto, em média, R$ 10,00 para ir para Pinheiros e o aumento pesaria bastante".
O operador de máquinas Sérgio de Souza Rodrigues, que anda de táxi duas vezes por mês, acha o preço do táxi caro, comparado ao valor do salário mínimo. "Não é justo aumentar as tarifas, o preço dos combustíveis e da cesta básica e o salário ficar estacionado". "Nada de táxi" é a opção permanente de Robs Robertino e Edna Nunes, para quem essa alternativa de transporte já está cara demais. "Acho um absurdo esse aumento, porque o salário não aumentou", justifica Edna.


