Sindicato dos Médicos vai à Justiça para impedir fechamento de hospital de Guarulhos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de janeiro de 2000
Por Cristina Charão, especial para a AE 
São Paulo, 04 (AE) - O Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo vai entrar na Justiça para impedir que o Hospital Municipal e Maternidade de Guarulhos (HMMG) seja fechado para reformas. Segundo o presidente do sindicato, José Erivalder Guimarães, não existem justificativas técnicas suficientes para que a unidade deixe de funcionar. "Parece que a ação tem um conteúdo mais político do que técnico", disse.
O presidente do sindicato acredita que, por este ser um ano de eleições e o atual prefeito, Jovino Cândido (PV), ser novamente candidato, a reabertura do hospital reformado será usada durante a campanha. O HMMG (antiga Santa Casa) funciona hoje com apenas 30% da sua capacidade. Três unidades de tratamento intensivo e o centro cirúrgico precisam de reformas para funcionar e as salas de obstetrícia e neonatologia em funcionamento necessitam de reparos na rede elétrica e hidráulica. Segundo a secretária da Saúde do município, Sylvia Maria Moreira, as áreas em funcionamento também precisam de reformas estruturais para melhorar o fluxo de médicos e pacientes. Etapas - Guimarães diz que não se opõe a mudanças no fluxo entre os centros obstétrico e neonatal, mas afirma ser possível reformar primeiro os espaços desativados e em seguida transferir os serviços para eles, até que fossem finalizadas as reformas. "As reformas elétrica e hidráulica podem perfeitamente ser feitas sem fechar o hospital", disse. A orientação do sindicato aos médicos do HMMG é continuar atendendo todos os pacientes que chegarem ao hospital. "A não ser que ela (a secretária Sylvia) vá lá e feche tudo, responsabilizando-se por isso", afirmou Guimarães.


