Sindicato denuncia sucateamento do IC
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quinta-feira, 07 de março de 2013
Danilo Marconi<BR>Reportagem Local 
Londrina O Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar) denunciou ontem o sucateamento do Instituto de Criminalística. De acordo com a entidade, viaturas estão paradas por falta de manutenção. Outro problema é a escassez de materiais básicos do dia a dia, indispensáveis para o bom andamento dos serviços. A situação, segundo a entidade, é tão precária que impressões de laudos têm que ser racionadas.
O Sinpoapar relata que o problema vem ocorrendo desde o final do ano passado. "A gente está tendo dificuldade na liberação desses recursos. Temos todos pedidos protocolados, de toners a serviço de limpeza e conserto de viaturas. Mas acaba nessa burocracia, culpa da morosidade do Estado, e quem sofre são as pessoas que estão na ponta do sistema", criticou o presidente do Sinpoapar, Ciro Pimenta.
O Instituto de Criminalística de Curitiba está sem pessoal de limpeza (o contrato foi rompido com a última prestadora do serviço) e impressoras tiveram que ser alugadas. Em Londrina, segundo relatos de ex-funcionários, peritos usam máquinas fotográficas próprias por falta de equipamento repassado pelo Estado. Há relatos de falta de reagentes químicos para testes em laboratório.
A falta de estrutura do órgão acarreta em possíveis atrasos de inquéritos policiais e até de julgamentos da Justiça. "Os laudos servem para instruir tudo e esse problema na Criminalística causa queda de qualidade no serviço da Polícia Civil e do Judiciário", salientou Pimenta.
O Instituto de Criminalística de Londrina (ICL) ainda funciona em uma casa alugada no Jardim Los Angeles (zona oeste). O governo estadual apresentou ano retrasado um projeto estrutural para construção da nova sede do ICL. A doação do terreno de 5,2 mil metros quadrados, localizado no Parque Rodocentro (zona oeste), está em trâmite junto ao governo. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), por meio da assessoria de imprensa, informou que a licitação está programada para os próximos meses. A obra está orçada em R$ 5,5 milhões.
Sobre a denúncia do Sinpoapar, a Sesp informa que nenhum laudo "deixou de ser impresso" na Criminalística e que o governo prepara a compra de uma nova "leva de toners". A Criminalística deve receber em breve 36 novas viaturas.


