Sindicato defende equipe capacitada para tomar decisão
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terça-feira, 12 de abril de 2005
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
''Hoje em dia, até promotores decidem quem vai para UTI ou não'', lembrou ontem o superintendente da Santa Casa e presidente do Sindicato dos Hospitais de Londrina e Região, Fahd Haddad. Na opinião dele, a regulamentação para uso das UTIs seria positiva desde que respeitasse critérios técnicos, éticos e morais. ''É preciso garantir a dignidade do ser humano, independente do seu estado clínico, e por isso mesmo dispor de uma equipe capacitada para auxiliar nessa decisão''.
Para Margareti Shimiti diretora-executiva da Secretaria Municipal de Saúde um protocolo serviria para respaldar o trabalho dos médicos que, diariamente, enfrentam a responsabilidade da escolha. ''O paciente terminal por exemplo necessita mais conforto do que tecnologia e pode receber cuidados numa ala intermediária'', frisou Margaret. Londrina possui 129 leitos de UTI entre adulto, pediátrico e neonatal, mas somente 95 estão credenciadas no Sistema Único de Saúde (SUS).
''Muitas vezes, os médicos cedem à pressão da família que resiste a iminência da morte. No entanto, é preciso otimizar os recursos para que pacientes graves não deixem de ser atendidos'', comentou o gestor financeiro do Hospital Evangélico, Luiz Koury.
Na opinião de Elzo Carreri diretor-clínico do Hospital Zona Sul (onde não há UTIs) Londrina precisa de um Centro Geriátrico para desafogar os leitos e oferecer melhor atendimento a esse grupo.


