Sindicato de Telefônicos suspende paralisações no RS
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 23 (AE) - O Sindicato dos Telefônicos do Estado (Sinttel) suspendeu hoje a operação "vaca louca" iniciada segunda-feira com a realização de paralisações-relâmpago na Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). A decisão foi tomada após reunião com a Tele Centro Sul (TCS), que administra provisoriamente a operadora gaúcha.
No encontro, as duas partes definiram a instalação de um grupo paritário que definirá até 1º de março os "critérios" para o plano de participação dos empregados nos lucros da CRT, disse o presidente do Sinttel, Jurandir Leite. O acordo parcial limitou a pouco mais de 48 horas o protesto da entidade contra o impasse nas negociações sobre a transferência do controle da empresa da Telefônica para a TCS.
Conforme Leite, os telefônicos reivindicam R$ 1,5 mil por funcionário como participação nos resultados operacionais da CRT. Após o dia 1º de março, de acordo com ele, serão negociadas outras questões, como o reajuste salarial de 12,23% e benefícios sociais exigidos pelos empregados.
Segundo a assessoria de comunicação da CRT, o encontro de hoje restabeleceu os termos do acordo firmado dia 8 deste mês. O compromisso garantia a não paralisação das atividades dos telefônicos pelo menos até 20 de março, prazo limite para a gestão provisória da Tele Centro Sul na CRT, determinado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O presidente do Sinttel afirmou, entretanto, que se a Assembléia Geral de Acionistas (AGE) do próximo dia 29, para eleger o novo conselho de administração da operadora, fracassar, os funcionários deverão deliberar "imediatamente" pela greve por tempo indeterminado. A última AGE, marcada para o dia 17, não chegou a ser instalada porque a TCS não reconheceu o direito de voto individual do Banco Bilbao Vizcaya e da Iberdrola, integrantes do consórcio Tele Brasil Sul (TBS), liderado pela Telefônica.


