Sindicato de São José dos Campos procura demitidos da Embraer
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terça-feira, 10 de agosto de 1999
Por Simone Menocchi 
São José dos Campos, Sp, 11 (AE) - O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos procura cerca de 1.500 ex-funcionários da Embraer para pagar os direitos trabalhistas. Os trabalhadores procurados fazem parte de um grupo de 2.800 demitidos em 1990, quando a empresa dispensou os funcionários sem pagar um reajuste de 71,58% concedido um mês antes, numa negociação entre a categoria e a Fiesp. O sindicato faz hoje duas reuniões na tentativa de localizar os trabalhadores, que vão decidir se aceitam a proposta de pagamento da dívida trabalhista da Embraer.
Para conseguir o endereço de cada ex-funcionário o sindicato vai recorrer no próximo dia 26, ao Tribunal Superior Eleitoral, já que a empresa não fornece dados pessoais de seus ex-funcionários. Segundo o presidente do Sindicato, Antonio Donizete Ferreira, pouco adiantaria se a empresa informasse os dados, já que as pessoas não moram mais em São José dos Campos. A assessoria de imprensa da Embraer informou que a empresa tem interesse em acertar as contas com os ex-funcionários, mas não possui autorização judicial para transmitir nenhuma informação. As dívidas a serem pagas pela empresa variam de R$ 4 a R$ 65 mil.
Desaparecidos- Durante a greve de 1984 da Embraer, 124 funcionários foram demitidos, e destes apenas dois ainda não receberam os direitos trabalhistas. Segundo o sindicato são os casos mais curiosos, já que um deles refere-se ao ex-chapeador Jair Augusto Rezende, de 52 anos, que tem R$ 119 mil para receber. O presidente do sindicato afirma que ninguém da família foi localizado em São José dos Campos e em outras cidades do Vale do Paraíba.
Outro caso é de Vilson Francisco de Pádua, chapeador demitido também em 84. Segundo a mãe de Pádua, Adélia Mendes de Pádua, o filho, desiludido por estar desempregado, preferiu ser andarilho e "vive pela Dutra". O sindicato afirma que ela poderá receber o valor de R$ 50 mil.


