São Paulo, 04 (AE) - O Sindicato de Hotéis, Restaurantes
Bares e Similares de São Paulo (SHRBS) inicia na segunda-feira (08) movimento de apoio ao Plano Real e contra a volta da inflação. "A responsabilidade de não permitir a volta da inflação é de todos nós e, se nosso segmento começar a pagar mais caro pelo insumo, será um detonador dos preços", disse o presidente da entidade, Nelson de Abreu Pinto.
A partir de segunda-feira, e sempre no mesmo dia da semana, será realizada assembléia com o objetivo de discutir preços com produtores e fornecedores, e abrir um canal de diálogo com o governo federal para encaminhar sugestões, como controle de preço, e denúncias de aumento injustificado. "Temos recebido muitas queixas dos associados, que estão sendo pressionados por fornecedores e acabam alterando os preços", disse Abreu.
Há três dias uma equipe do sindicato está pesquisando junto aos associados quais fornecedores estão forçando a alta de insumos e matéria-prima. O resultado do levantamento será tabulado e apresentado na reunião de segunda-feira. Os dados do relatório também serão enviados ao governo federal.
Segundo Abreu, o frango e a carne são os casos mais notórios de aumento de preço injustificado e os primeiros produtos nacionais que passarão pelo crivo do sindicato. "O frango nacional vai ter que aprender a comer ração nacional", disse Abreu, criticando o argumento usado pelos fornecedores para aumentar o preço.
Antes de partir para denúncia ao governo federal, o Sindicato pretende convocar o fornecedor para negociar. "A gente não quer sofrer sucessivos aumentos, então, enquanto durar o aumento do dólar e a pressão para subir preços, vamos nos reunir para dialogar.".
Além do sindicato - que reúne 70 mil estabelecimentos na capital paulista e 90 mil na Grande São Paulo -, apóiam o movimento a Federação de Hotéis e Restaurantes do Estado de São Paulo e a Confederação Nacional de Turismo, ambas presididas por Abreu Pinto.

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