Campinas, SP, 11 (AE) -O Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Campinas, no interior de São Paulo, retomou hoje a coleta de assinaturas exigindo o impeachment do prefeito Chico Amaral (PPB). A entidade montou uma barraca no Largo da Catedral, uma das áreas mais movimentadas do centro, para recolher as adesões da população. O movimento pela saída do prefeito, denominado Fora Chico, havia sido iniciado há cerca de dois meses e, segundo o diretor do sindicato Fábio Custódio obteve 70 mil assinaturas.
"Nossa meta agora é chegar às cem mil assinaturas dentro de três dias", disse o sindicalista. Sábado (14), os organizadores pretendem fazer um mutirão para obter o maior número de adesões. A estratégia será abordar quem passar pelo local, explicando o objetivo do movimento. Segundo ele, o abaixo-assinado deverá ser entregue à Câmara Municipal no dia 18.
Embora não tenha peso legal, o documento, segundo o sindicalista, deverá exercer uma pressão política sobre os 21 vereadores. Na segunda-feira (16), o vereador Sergio Benassi (PC do B) protocolou pedido para instalação de uma comissão processante (CP) contra o prefeito, alegando irregularidades administrativas. A mesma medida havia sido proposta há dois meses pelo vereador Roberto Frati (sem partido), mas a Câmara rejeitou o pedido.
Na época, Frati acusou o prefeito de improbidade administrativa, por ter autorizado a contratação de uma empreiteira sem licitação pública. Dessa vez, além de irregularidades em contratos de concessão para serviços públicos
Amaral está sendo acusado de nomear apadrinhados políticos em cargos de comissão sem a necessária publicação no "Diário Oficial" do Município.
"Nos últimos dois anos, o prefeito nomeou cerca de 400 pessoas sem publicar as respectivas portarias no Diário Oficial", disse Custódio. "Muitos desses apadrinhados recebem salários da prefeitura, mas não existem legalmente como funcionários", afirma. Segundo ele, "ao tentar privilegiar grupos políticos, o prefeito perdeu o controle da cidade e dilapidou o patrimônio público". Amaral não foi localizado para comentar as acusações

mockup