Sindicato crê em fadiga na estrutura de jato da TAM
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de julho de 1997
Agência Estado Rio 
O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Fernando Collares, acredita que a hipótese de desgaste de material do Fokker-100 da TAM não pode ser descartada nas investigações que estão sendo conduzidas sobre as possíveis causas do acidente. Collares afirma que o fato de todo o bloco de três cadeiras, onde estava o empresário Fernando Caldeira de Moura, único morto, ter sido arremessado para fora da aeronave é um indício de que poderia haver um desgaste.
As cadeiras são montadas de forma com que não se soltem dos trilhos onde estão fixadas, disse. Acredito que esta é a primeira coisa a ser questionada na investigação em relação ao material, acrescentou. O próprio coronel Douglas Ferreira, diretor do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), estranhou o fato das poltronas terem sido lançadas para fora do avião. Elas são projetadas para resistirem a uma grande pressão, informou.
No entanto, Ferreira e Collares não souberam afirmar se Moura estaria com o cinto de segurança atado no momento do acidente e, portanto, teria sido puxado para fora do avião junto com as poltronas ou se teria sido sugado independentemente delas.
Ferreira confirmou ontem que a explosão de uma bateria de lítio, utilizada em telefones celulares e laptops, está sendo estudada como uma das hipóteses que teria levado ao acidente. Temos que analisar atentamente esta hipótese porque ela afeta todos aqueles que usam o avião como meio de transporte, disse Ferreira. Segundo o militar, tais baterias podem entrar em curto e explodir caso sejam submetidas a temperaturas superiores a 60ºC ou colocadas em contato com a água.


