Sindicato considera medida arbitrária
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sábado, 28 de janeiro de 2017
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), os 104 cargos e gratificações a menos impactaram, principalmente, na remuneração de representantes do Conselho Universitário e de vice-chefes de departamentos. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), José Maria de Oliveira Marques, a lei compromete a autonomia universitária. "Consideramos o corte arbitrário. Isso é esquecer a autonomia universitária administrativa, financeira e acadêmica. Até porque o governo não está levando em consideração o crescimento das universidades. O próprio governo cria a demanda e depois não quer investir", critica.
O sindicato representa funcionários técnicos e docentes da universidade. Além da falta de contratações, Marques está preocupado com a possibilidade de redução do pagamento do valor referente ao Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide). O debate ocorre nos bastidores do governo. O Tide é pago para que os docentes possam se dedicar a atividades de pesquisa e extensão. "Não sei onde o governo do Estado está investindo tanto dinheiro. Não vi cortes de gastos em outras áreas. Só na educação", comenta. Representantes dos servidores em todo o Paraná devem se reunir no dia 2 de fevereiro para discutir as últimas medidas adotadas pelo governo. Não está descartada greve geral.
"Foi uma decisão difícil de ser tomada. As funções continuam sendo exercidas porque são necessárias. Em 2009, a UEM possuía 46 cursos de graduação. Hoje tem 67. Os conselheiros respondem judicialmente. Nesse período, criamos ouvidoria, controladoria e outros setores. Esses representantes recebiam gratificação", lamenta o reitor da UEM, Mauro Luciano Baesso. A universidade já iniciou levantamentos e estudos para uma futura reforma administrativa. (V.C.)


