Curitiba - Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores no Correios do Paraná (Sintcom-PR), 70% dos 6.240 profissionais da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) aderiram à paralisação no Estado. São carteiros, operadores de triagem e atendentes que estão de braços cruzados, porém a parte administrativa segue com suas atividades.
Nem mesmo a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que concedeu liminar determinando que os sindicatos garantam efetivo mínimo de 40% por unidade, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, impediu a mobilização no Paraná e no restante do País. O órgão anunciou a medida após uma audiência de conciliação entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) e a ECT, em Brasília, na tarde de ontem. Conforme a federação, 117 mil dos 120 mil empregados aderiram à paralisação. Por outro lado, segundo os Correios apenas 9% dos trabalhadores participam da greve.
''O serviço dos Correios não é considerado essencial e, por isso, não necessita permanecer nem com 30% dos funcionários trabalhando. A Fentect deve estar tomando providências sobre isso'', destacou o secretário geral do Sintcom-PR, Luiz Antônio Ribeiro.
Além disso, como não houve acordo entre as partes na reunião em Brasília, o TST decidiu levar a julgamento o dissídio dos Correios. As partes (funcionários e direção da empresa) têm até o meio-dia da próxima segunda-feira para se manifestarem sobre o andamento das negociações. Caso não haja retorno, o dissídio será encaminhado à ministra do TST, Kátia Arruda.
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 10% mais 33% de reposição salarial, totalizando 43%, auxílio-alimentação de R$ 35, contratação imediata de 30 mil trabalhadores entre outras melhorias.
No Paraná, conforme o sindicato, grande parte das agências já está fechada e, mesmo com as que são terceirizadas funcionando normalmente, as correspondências e encomendas não vão chegar ao destinatário enquanto a greve durar. ''A mobilização está ocorrendo nas grandes cidades e apenas em Ponta Grossa tivemos notícias de que a categoria ainda não paralisou os serviços. Entretanto, acreditamos que isso vai ocorre nos próximos dias'', ressaltou Ribeiro.
Em Curitiba, a categoria se reuniu em frente à sede central na Rua João Negrão. Durante a madrugada e manhã de ontem, os grevistas fizeram bloqueio nos pontos de distruição, impedindo a entrada e saída dos caminhões de carga.
Empresa
Os Correios informaram em nota que garantem a prestação dos serviços à população. ''Entre as medidas que a empresa poderá vir a adotar estão: realocação de empregados das áreas administrativas, contratação de trabalhadores temporários, realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana'', destaca a nota.

Imagem ilustrativa da imagem Sindicato aponta 70% de adesão à greve dos Correios
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