Londrina - ''Nossa preocupação é com o improviso, o modo como está sendo feito. O que pode acontecer é a precarização do sistema.'' O alerta é do diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Adilson de Moura, sobre as transferências de presos do 2º Distrito Policial, que há anos registra problemas de superlotação, para as unidades I e II da Penitenciária Estadual e para a Casa de Custódia de Londrina (CCL).
Conforme Moura, as tranferências podem gerar problemas de segurança ''não só para agentes e funcionários das penitenciárias, mas para os próprios presos. Só hoje entraram 20 presos na CCL e não saiu ninguém'', comentou.
Enquanto os presos do 2º DP são transferidos para as penitenciárias, os detentos em regime semiaberto das penitenciárias estão passando a cumprir pena no 2º DP. De acordo com Moura, nada foi falado oficialmente ainda, mas a estimativa é de que no 2º DP permaneçam 180 detentos. ''Todos os presos que estão saindo devem se apresentar no 2º DP. Extraoficialmente a transferência deve ser concluída até 1º de agosto'', informou.
Segundo Moura, as penitenciárias ''já estão um pouco acima do limite. Não somos contra a transferência, mas do jeito que está sendo feita, sem estrutura. E ainda vão passar 15 agentes penitenciários que atuam nas penitenciárias para trabalhar no 2º DP'', lamentou. Conforme ele, é necessária a construção de mais penitenciárias e contratação de mais pessoal.
O diretor do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Maurício Kuehne, afirmou desconhecer a informação de que 15 agentes penitenciários das penitenciárias e Casa de Custódia de Londrina passariam a trabalhar no 2º DP. Sobre as transferências, ele afirmou que ''isso é feito todo dia. Eu não entendo a razão do alarde''.

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