Sindicato alerta para fracionamento
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quarta-feira, 25 de maio de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná (Sindfarma), Edenir Zandoná Júnior, afirmou ontem que acredita que poucos proprietários de estabelecimentos do tipo no Estado se interessarão em vender medicamentos fracionados. Na semana passada, uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que define as regras para o fracionamento foi publicada no Diário Oficial da União.
Farmácias e laboratórios que forem vender produtos dessa forma devem atender várias exigências: ter um ambiente exclusivo para a divisão dos medicamentos, oferecer ao consumidor condições de acompanhar o processo pelo lado de fora da sala, alterar embalagens (elas deverão apresentar informações como nome do medicamento, a concentração da substância, número de lote e validade) e vender quantia de medicamentos igual à que foi prescrita ou maior.
Zandoná disse que a resolução pode prejudicar os clientes. ''Para determinadas patologias, o fracionamento é ruim. No caso de antibióticos, por exemplo, pode haver prescrição inferior ao necessário e o paciente não segue o tratamento até o fim, o que gera resistência bacteriológica. Há um problema parecido com antidepressivos: alguns só começar a dar resultado a partir do 17º dia'', ponderou o presidente do Sindfarma, entidade que representa farmácias de todos os municípios paranaenses, exceto Londrina, Maringá, Cornélio Procópio e Santo Antônio da Platina.
O sindicalista comentou que seria necessário fazer uma lista de medicamentos que não podem ser fracionados. ''A Anvisa teria que criar alternativas para que o fracionamento não resulte em tratamentos incompletos, para que os clientes não sejam lesados'', afirmou Zandoná.
Os estabelecimentos interessados devem fazer uma solicitação à Anvisa e às vigilâncias sanitárias locais. Nas vigilâncias de Londrina e Curitiba ainda não foram feitos requerimentos nesse sentido.


