Curitiba- O Sindicato dos Auditores Fiscais da Previdência Social no Paraná (Sinfispar) quer que o Ministério da Previdência investigue o vazamento de informações sobre a exoneração de seis funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Paraná. O sindicato afirma que os dados saíram de dentro do próprio ministério e pediu sindicância para apurar as responsabilidades. O Sinfispar reclama também que as provas que motivaram a exoneração não têm fundamento.
O pedido de investigação foi feito na sexta-feira, quando o presidente do Sinfispar, João Alfredo Samwayis, esteve com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini. O diretor jurídico do Sinfispar, Marcos Eduardo Rodrigues, disse que vai reforçar o pedido ao diretor de Receita Previdenciária, Carlos Roberto Bispo, que estará em Curitiba nesta semana.
Depois da reunião de sexta-feira, o ministro divulgou nota afirmando que ''todas as pessoas exoneradas de seus cargos não podem e nem devem ser consideradas culpadas, até que se conclua o processo de apuração. Do mesmo modo, os que não tiverem responsabilidade por irregularidades não terão qualquer impedimento de voltar a exercer cargos de confiança''.
No último dia 6, foi publicado no Diário Oficial a exoneração de seis funcionários do INSS de Curitiba. O órgão está investigando uma suposta fraude que pode ter causado um rombo de no mínimo R$ 24 milhões e que poderia chegar a R$ 168 milhões. Grandes empresas no Paraná teriam sido beneficiadas no esquema.
Segundo a assessoria de imprensa do ministério, o afastamento foi necessário para dar maior transparência às investigações. A sindicância montada para investigar as supostas irregularidades na gerência executiva do INSS tem até a primeira semana de dezembro para divulgar os resultados, mas o prazo pode ser prorrogado.

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