Belém, 24 (AE) - O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Pará (Sintep) vai pedir à Justiça o bloqueio das contas de cerca de 60 prefeituras, acusadas de desviar verbas da merenda escolar e do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef). De acordo com o secretário do sindicato, Ronaldo Rocha, há prefeitos usando o dinheiro para comprar casas e fazendas ou pagar outras despesas municipais sem nenhuma ligação com a educação. Ele esteve hoje no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e sugeriu que se "investigue imediatamente " as denúncias do sindicato.
Rocha disse que o sindicato fez levantamento sobre a aplicação dos recursos, descobrindo "gritantes irregularidades" em várias regiões do Estado. Mas, de acordo com o sindicalista, não dá para acusar as 143 prefeituras paraenses, mas em 40% delas o desvio de recursos "não resistiria a uma inspeção ".
A deputada Araceli Lemos (PT) culpa a falta de instalação dos conselhos municipais de educação pelas irregularidades. "Isso está previsto na lei, mas não está sendo cumprido", critica ela. As verbas do Fundef não desviadas, afirma, estão servindo para pagar os funcionários das prefeituras. "A prioridade no pagamento seria dos professores".O dinheiro é desviado, segundo a deputada, porque as prefeituras "deixaram de prestar contas" das verbas recebidas dos governos federal e estadual.

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