Sindicância vai investigar servidores suspeitos de vender terrenos em cemitério de Ibiporã
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terça-feira, 08 de outubro de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
A Prefeitura de Ibiporã formalizou nesta segunda-feira (7) uma sindicância para investigar três servidores municipais suspeitos de integrar uma quadrilha que retirava cadáveres e comercializava ilegalmente terrenos no Cemitério São Lucas, o único público da cidade. A portaria que criou a apuração foi publicada no Jornal Oficial do Município e é assinada pelos secretário de Gestão de Pessoas, Paulo Roberto Zapparoli, e a de Administração, Daniela Katiucia Correia Dourado.

O processo deve ser concluído em até um mês, podendo ser prorrogado pelo mesmo período, e será conduzido por outros três funcionários públicos, um técnico de segurança do trabalho e dois auxiliares administrativos. Mesmo trabalhando em outros setores, terão dedicação exclusiva nos dias de diligências da sindicância.
"Estamos dando prioridade para esse caso. Agora, eles vão pegar e analisar todos os protocolos feitos na prefeitura após a operação da Polícia Civil, com quem entrarão em contato para recolher também a documentação do cemitério, que acabou sendo apreendida. O momento é de levantar o máximo de informações, como e quando essas possíveis irregularidades começaram. Se for constatada a participação de mais servidores, abriremos os processos administrativos, que podem ou não resultar em exonerações", informou Daniela Dourado.
Nesta segunda-feira (7), a juíza Camila Covolo de Carvalho, da Vara Criminal de Ibiporã, revogou as prisões temporárias de seis dos 13 investigados. Entre os suspeitos está Paulo Ribeiro, que tinha cargo comissionado há 10 anos como diretor do cemitério e continua detido. "Pelo número de pessoas que procuraram a prefeitura querendo saber a situação dos túmulos de entes queridos, entendemos que os processos pelo menos contra esses três funcionários já deveriam ser abertos. Todos já foram afastados das funções e têm direito de serem ouvidos nessa apuração interna", comentou a secretária.
Desde a semana passada, cerca de 60 pessoas procuraram a Prefeitura de Ibiporã atrás de informações sobre os terrenos do São Lucas. Já são 50 protocolos de usuários que adquiriram áreas no cemitério e negociaram a compra diretamente com os suspeitos.
Conselho Tutelar
Outra investigada pela DCCO (Divisão de Combate à Corrupção) de Londrina ficou em primeiro lugar dos cinco conselheiros tutelares eleitos no último domingo (6). Ela obteve 275 votos e foi solta no mesmo dia do pleito pela Justiça local.
Em ofício também publicado no Jornal Oficial, a presidente do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) da cidade, Denise Fabrini Castoldo, ressaltou "que serão tomadas as devidas providências com relação a possíveis intercorrências envolvendo candidatos habilitados a pleitear o cargo de conselheiro tutelar, caso haja interposição de eventuais recursos que forem protocoliados, sendo estes analisados e julgados de acordo com as previsões legais".


