Sindicância vai apurar suposta agressão na PEL I
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Corregedoria do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) abriu sindicância para apurar supostos abusos cometidos por agentes na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) I. Um grupo é acusado de agredir verbal e fisicamente um detento. Como punição estão previstas advertência e até exoneração do cargo.
''Lamentavelmente ocorre um ou outro incidente (durante as revistas nos presídios), mas não temos nenhum juízo prévio a respeito do que aconteceu. Foi encaminhada para Corregedoria e eles instauram a sindicância enquanto a Polícia Civil, o inquérito'', explicou o diretor-geral do Depen, Maurício Kuehne.
O fato teria ocorrido na última sexta-feira ao final do treinamento do Núcleo de Operações Especiais (NOE), do qual participaram 120 agentes penitenciários de Londrina e Maringá. A discussão entre o preso e o agente teria ocorrido durante revistas realizadas nas galerias 3 e 5. ''São as alas onde ficam os presos ligados a facções criminosas, os mais nervosos'', comentou um agente, que preferiu não ter a identidade divulgada. Doze celulares foram apreendidos nas celas, além de uma pequena porção de droga.
De acordo com a denúncia, o detento teria se negado a cumprir uma ordem durante a revista. Ele foi contido por um grupo de agentes, algemado e supostamente agredido fisicamente. O preso foi colocado na área de isolamento por dez dias. Como punição pelo ato de indisciplina, os agentes deixaram os demais presos sem comida.
Os agentes negam a agressão. ''Ele foi colocado em um cubículo e então passou a se jogar na parede para ficar com marcas pelo corpo para acusar a nossa categoria de agressão'', rebateu o profissional.
Os fatos estão sendo apurados pela direção da PEL I. ''A gente está apurando toda a situação para ver se teve mais presos envolvidos no fato. O preso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia e também ao IML (Instituto Médico Legal) para realização do exame de corpo de delito. Estamos aguardando o retorno dos laudos para encaminhar o relatório ao Depen'', informou o diretor da PEL I, Elcio Basdão.
O e-mail descrevendo a suposta humilhação repassado para a imprensa informa que os presos podem revidar as agressões. ''Melhor a cidade se preparar para um rio de sangue porque os presos já deram o recado de que haverá troco e vai ser do jeito do ladrão.''
O diretor da PEL confirmou que a situação é de alerta. ''A gente mantém conversas com os presos no sentido de passar esclarecimentos para eles da operação que ocorreu. A gente está trabalhando lá dentro no sentido de monitorar os ânimos. A princípio os ânimos não estão alterados'', garantiu Basdão.


