São Paulo, 21 (AE) - A Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) - ligada à Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo - vai abrir sindicância para apurar as denúncias contra monitores da Unidade Tatuapé, que agrediram um menor na rebelião de sábado. A Polícia Civil também vai investigar o caso.
As agressões foram registradas por câmeras de televisão. A Assessoria de Imprensa da secretaria informou que as imagens já estão sendo analisadas. A secretaria não soube informar o número de funcionários envolvidos. O nome do menor e seu estado de saúde também não foram divulgados. Se confirmada a prática de tortura por parte dos funcionários, eles podem ser exonerados, além de responder a processo criminal na Justiça.
O delegado titular do 81.º Distrito Policial, Eider Castor da Nóbrega Filho, vai requisitar as fitas com as imagens da agressão. Nóbrega afirma que, tão logo sejam identificados, os monitores vão passar por reconhecimento. "A tortura é crime hediondo e pode dar até 20 anos de prisão." Segundo o delegado, essa não é a primeira denúncia de tortura em unidades da Febem investigada pela delegacia.
A secretaria admite que desde dezembro já foram exonerados 110 funcionários da Febem, entre eles, 12 diretores. O afastamento deu-se por inadequação ao cargo - que abrange também maus-tratos aos internos.
O promotor Ebenézer Salgado Soares, de Infância e Juventude, participou de reunião no fim da tarde de hoje com o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Edson Ortega. O objetivo era discutir medidas para o problema da Febem. Até as 18h30 a reunião não havia terminado.
A Febem abrirá concurso para contratar 1.870 funcionários. As inscrições vão do dia 28 a 17 março.

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