Sindicância vai apurar acidente de trem em MG
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Gustavo Paul 
Brasília, 21 (AE) - O Ministério dos Transportes determinou hoje que seja feita uma sindicância para verificar as causas do acidente com o trem carregado de combustível que descarrilhou ontem na região metropolitana de Belo Horizonte. O ministro Eliseu Padilha convocou hoje o presidente da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), responsável pela estrada de ferro, para explicar o acidente. Padilha quer também que todas as ferrovias privatizadas façam um relato das providências que serão tomadas para evitar acidentes.
O descarrilamento de cinco vagões provocou um incêndio de grandes proporções, em um trecho da Ferrovia Centro Atlântica
no bairro Caetano Furquim, região leste de Belo Horizonte. A composição seguia de Betim para Governador Valadares. Não houve feridos.
De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério, Padilha considerou o acidente um "fato grave, preocupante e que
quase por milagre não causou vítimas fatais". Um grupo de técnico do ministério foi deslocado da Bahia para Belo Horizonte para investigar o acidente.
Sabotagem - O presidente da FCA, álcio Passos, disse o acidente pode ter sido provocado por "surfistas de trem" que teriam desligado a torneira de ar que aciona o freio dos vagões. Segundo ele, o maquinista do trem acidentado constatou que a partir do 31º vagão (do total de 80 vagões) a torneira de ar do freio estava desligada.
Os últimos vagões não obedeceram a ordem de freio do maquinista, o que aumentou a velocidade da composição de 35 quilômetros por hora para 50 quilômetros por hora e causou o descarrilamento. "Os 49 vagões sem freio empurraram o trem", disse Passos. Em 10 dias, a empresa espera encerrar a sindicância interna e apresentar o relatório ao ministério.


