A FOLHA apurou que a Corregedoria dos Estabelecimentos Penais do Paraná deve pedir a exoneração de pelo menos um servidor da PEL 2, que teria cometido a falha na vigilância que permitiu a fuga de Testa no dia 15. A direção do presídio já enviou ao órgão um descritivo do que aconteceu naquela manhã, quando Testa teria pulado um dos muros laterais usando uma ''tereza'' ou uma pirâmide humana. Havia 35 agentes na unidade no momento da fuga.
A sindicância da corregedoria deve ouvir o assaltante nos próximos dias. Também serão analisadas imagens das câmeras de TV. A Secretaria Estadual de Justiça já tem convicção que houve falha humana. A dúvida que persiste é se houve má fé do agente.
De acordo com a Corregedoria, órgão criado no final do ano passado, pelo menos 12 agentes foram exonerados, a maior parte por facilitação de fuga ou pela entrada de drogas e celulares nas celas. Há também alguns casos de fraude em atestados médicos.
O órgão informou através da assessoria de imprensa que 200 sindicâncias foram abertas este ano. Há expectativa de que outros 30 agentes sejam exonerados até o final do ano.
Conforme o diretor da PEL 2, Jorge Alves, depois da fuga de Testa, houve reforço de segurança, com a determinação de mais dinamismo nas rondas internas e externas. Ainda assim, na terça-feira, houve outra tentativa de fuga, desta vez frustrada pelo sistema de vigilância. (L.F.M.)

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