Sindicância apura infrações de médicos
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A Corregedoria-Geral do Município abriu sindicância para apurar possíveis irregularidades em escalas de plantões de sete médicos da rede pública em Londrina. A denúncia partiu da própria Secretaria Municipal de Saúde. Em outros dois casos, um médico foi suspenso e outro demitido. Nesta última situação ainda cabe recurso.
A investigação apura possíveis inconsistências entre o horário no registro de ponto e a escala de plantão desses profissionais em 2013. Durante a sindicância foram constatadas faltas sem justificativa, jornada de trabalho inferior ao contratado, atrasos nas entradas e antecipação no horário de saída.
As denúncias foram feitas após levantamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), no Pronto-Atendimento Municipal (PAM), Pronto-Atendimento Infantil (PAI) e Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), do Jardim Sabará, na zona oeste.
O relatório final da sindicância já foi concluído e indicou a abertura de um processo administrativo contra os médicos, que agora depende de uma análise do corregedor geral, Alexandre Trannin. "Vou analisar se há elementos suficientes para a abertura do processo. Não tem como prever uma possível punição, se é que ela vai acontecer, antes de avaliar a conduta destes profissionais e de ouvir o contraditório", explicou Trannin. As punições aos servidores públicos podem variar desde advertência, suspensão e até demissão.
Outros dois processos administrativos contra médicos já foram concluídos pela Corregedoria. Em um deles, o profissional foi suspenso por dez dias por se ausentar da unidade de trabalho sem o registro do ponto. "Neste período, ele teve o salário descontado", afirmou o corregedor.
No segundo processo, a decisão, em primeira instância, foi pela demissão do médico, que faltou ao trabalho e não apresentou justificativa. O profissional recorreu da decisão e por isso a demissão foi revogada e o servidor continua trabalhando. "A exoneração só será confirmada após a análise de todos os recursos possíveis", informou Trannin.
A Corregedoria-Geral apura outras 60 possíveis infrações cometidas por servidores públicos de Londrina. A reportagem não conseguiu contato com o secretário de Saúde, Francisco Eugênio Alves.


