Sindicância apura causas de internação de fuzileiros com infecção nas mãos9/Mar, 17:34 Por Chico Araújo Brasília, 09 (AE) - O Comando da Marinha determinou hoje a abertura de sindicância para apurar as causas da internação de três fuzileiros no Hospital Naval de Brasília. Os militares, com infecções nas mãos, deram entrada no hospital na semana passada, depois de terem feito uma série de exercícios durante aula de educação física no Centro de Instrução de Adestramento, na cidade-satélite do Gama. Saile Santana dos Santos, Wendel Lobo Ferreira e Giscard Anderson Costa foram internados no hospital militar entre quinta e sexta-feira da semana passada com escoriações nas mãos, além de apresentar quadro febril. Os exercícios que fizeram são chamados flexão de braços e, segundo a Marinha, integram tradicionalmente a educação física militar. A flexão é feita com a sustentação do peso do corpo sobre as palmas das mãos ou sobre os punhos cerrados. "As escoriações ou infecções, nesse tipo de exercício, podem ocorrer se o lugar destinado à prática física não é apropriado", explica Alexandre Rezende, professor de educação física da Universidade de Brasília (UnB). Hoje a Marinha informou que os militares sofreram escoriações nos nódulos dos dedos de ambas mãos e o estado febril verificado seria decorrente de um processo de infecção localizada. Os envolvidos no caso são voluntários que participam do Curso de Formação de Fuzileiros Navais. O treinamento, segundo a Marinha, é uma exigência curricular para o fuzileiro. A Marinha explica que o curso prevê intensa atividade física visando condicionamento inerente à carreira militar. Segundo Rezende, as escoriações só podem ter sido causadas em duas situações: Ou os fuzileiros teriam utilizado cordas em escaladas ou feito exercícios em excesso. Nos dois casos, explica Rezende, os tendões inflamam, provocando tendinite. A febre, nesse caso, seria consequência da tendinite e de esforço físico prolongado."Uma pessoa só tem escoriação nos nódulos dos dedos se fizer exercícios contínuos ou utilizar cordas", diz Rezende. A Marinha informou hoje, no início da tarde, que os três fuzileiros estão quase recuperados. A previsão é de que recebam alta amanhã (10). Os militares deverão ser reintegrados imediatamente ao curso de formação.

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