Sindicalistas,empresários e parlamentares discutem salário mínimo
Brasília, 31 (AE)- Audiência pública conjunta nas comissões do Trabalho, da Administração e Serviço Público, e da Economia, Indústria e Comércio, da Câmara, dicute salário mínimo e política salarial. Participam da audiência, que começa em minutos, parlamentares, representantes de entidades sindicais e empresariais. O deputado Paulo Paim (PT-RS), autor do requerimento para a audiência pública, disse há pouco que defenderá a reindexação dos salários para reposição das perdas decorrentes da inflação. Para o parlamentar, não é o reajuste salarial, mas sim a atuação da política econômica do governo que origina a inflação.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, apresentará uma proposta com três pontos básicos. A primeira é de recomposição das perdas do salário mínimo, decorrentes da desvalorização cambial, recompondo o poder de compra para cerca de US$ 100,00 que hoje corresponde a R$ 174,00. O segundo ponto é a reposição do poder de compra dos aposentados, o que para o sindicalista é indiscutível, porque está prevista na Constituição. O terceiro ponto é a criação de um gatilho inflacionário que obrigaria trabalhadores e empresários a negociar reajuste salarial independente da data-base.
O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, disse há pouco que em princípio é contra a indexação dos salários. Horácio Piva não quis opinar sobre a necessidade da instituição de uma política salarial, antes do início da audiência pública.
O deputado Emerson Kapaz (PSDB-SP) defendeu que melhor do que a reposição salarial seria a instituição de um abono, que recuperaria as perdas, sem a incidência de encargos.





