Sindicalistas são agredidos em agência interditada pela prefeitura de Salvador
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segunda-feira, 08 de novembro de 1999
Por Biaggio Talento 
Salvador, 08 (AE) - Terminou em confusão, na manhã de hoje, a interdição da agência do Bradesco do bairro de Ondina, determinada pela prefeitura de Salvador, por causa de um assalto que deixou dois mortos na semana passada. Funcionários da Superintendência de Conservação e Manuntenção do Município (Sucom) agrediram com socos e pontapés o presidente do Sindicato dos Bancários, álvaro Gomes e o diretor Everaldo Augusto, que tentaram entrar na agência para conversar com os empregados.
Por causa da grande repercussão da morte de um subgerente e uma estudante, no início da semana passada, quando a agência bancária foi assaltada por três bandidos, a prefeitura decidiu fazer cumprir lei, aprovada pela Câmara Municipal em 93, determinando que os bancos instalem sistemas de segurança como portas giratórias com detetores de metal e circuito fechado de televisão. Os donos de banco entraram com uma ação na Justiça e conseguiram liminar para não cumprir a lei em 94. Até hoje o mérito dessa ação não foi julgado e a Procuradoria do Município entendeu que ela já prescreveu.
A prefeitura exige que todas as agências de Salvador instalem os sistemas de segurança num prazo de dez dias. "É um absurdo que os bancos lucrem tanto e não queiram instalar as portas giratórias", reclamou o prefeito Antonio Imbassahy (PFL).
Quando tentavam cumprir a determinação do prefeito, os servidores da Sucom se excederam agredindo. "Fomos jogados para fora da agência com muita violência", contou Gomes, dizendo que além de ser dirigente sindical é funcionário do Bradesco. "Queríamos apenas explicar aos empregados do Bradesco porque defendemos a instalação dos equipamentos de segurança há seis anos", disse. Os sindicalistas registraram queixa na polícia sobre as agressões.


