Seul, 08 (AE-AP) - Centenas de sindicalistas comandados pelas lideranças da Confederação Nacional dos Sindicatos Coreanos (KCTU) enfrentaram hoje (08) a polícia durante manifestação em frente da Assembléia Nacional, o Legislativo do país, pela diminuição da jornada de trabalho. Os protestos começaram na segunda-feira, depois que as duas principais centrais sindicais da Coréia uniram-se para exigir do governo a redução da semana de trabalho de 44 horas para 40 horas, além de pedir a volta dos benefícios para os representantes dos sindicatos, extintos por lei aprovada no início do ano.
Durante os confrontos de hoje, um policial e um sindicalista ficaram feridos e foram hospitalizados com fraturas e contusões na cabeça. Na véspera, 17 representantes dos sindicatos haviam sido presos quando realizavam manifestação silenciosa na Assembléia Nacional. O protesto tinha sido organizado com o objetivo de convencer os parlamentares a aprovar ainda na atual legislatura, que termina no dia 18, a redução da semana de trabalho.
Os sindicatos também exigem que as empresas voltem a pagar os salários dos representantes sindicais, que na Coréia estão autorizados a atuar apenas no sindicato e a não realizar nenhuma tarefa para a empresa durante todo o seu mandato. Uma lei aprovada no início do ano pôs fim a essa prática e estabeleceu penas para as companhias que continuassem a pagar os salários dos representantes sindicais que não comparecessem ao trabalho regular na empresa.

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