Sindicalistas dos EUA cerram fileira em torno dos democratas
Miami, 18 (AE-ANSA)- A maior central sindical dos Estados Unidos, a AFL-CIO, anunciou hoje (18) que irá gastar US$ 40 milhões em propaganda política para ajudar o Partido Democrata a recuperar o controle do Congresso nas eleições de 2000.
Os dirigentes da central, que reúne 13 dos 17 milhões de americanos sindicalizados, tomaram a decisão numa reunião em Miami Beach.
Entre os oradores convidados ao encontro que será concluído nesta sexta-feira estão o vice-presidente Al Gore, o líder da minoria no Senado, Tom Daschle, e seu colega da câmara, Richard Gephardt, e o ex-senador Bill Bradley.
Gore e Bradley se apresentaram como pré-candidatos à nomeação presidencial do Partido Democrata, enquanto que Gephardt retirou-se desta disputa há poucas semanas.
A AFL-CIO explicou que a organização não destinará fundos a nenhum candidato em particular, e sim investirá na criação de centros de propaganda e mobilização de eleitores.
Um porta-voz do Partido Republicano afirmou que a AFL-CIO faz parte de "uma rede liberal" que se propõe a "comprar" o próximo Congresso. Ele também disse que a campanha financeira dos sindicalista terá uma resposta à altura por parte dos republicanos.
Analistas políticos consideram que, em vista do desgaste sofrido durante o julgamento político do presidente Bill Clinton, os republicanos poderiam sofrer um revés nas próximas eleições legislativas.
Mas outros observadores asseguram que "a memória do povo americano é curta" e em poucos meses o fracasso dos esforços para destituir o presidente terá sido esquecido.





