Sindicalistas discutem apoio de Minas Gerais a acordo
São Paulo, 12 (AE) - Os sindicalistas da CUT e da Força Sindical tentaram falar, por telefone, diversas vezes, ontem e hoje, com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, para obter o seu apoio ao acordo emergencial de estímulo à venda de veículos. Sindicalistas e representantes da indústria e do governo federal estão, neste momento, reunidos no Ministério da Fazenda, em São Paulo, discutindo como resolver este problema.
Até quarta-feira, o sucesso da reunião de Brasília indicava que estava tudo pronto para o acordo ser firmado hoje. Mas, o silêncio do governador de Minas Gerais em relação à proposta dificultou o entendimento. O governo federal insiste que não pode fazer um acordo por adesão, excluindo Minas Gerais. Mas, os sindicalistas entraram na reunião com a disposição de assinar um documento excluindo a participação mineira, o que pode representar elevação de preços de 3% nos carros da Fiat, que são produzidos naquele Estado.
O governador de São Paulo, Mário Covas, foi o primeiro a aderir. Ontem, o governador do Paraná, Jaime Lerner, também anunciou apoio. São Paulo, Minas Gerais e Paraná são os três Estados produtores de carros de passeio. Portanto, a redução de ICMS, que faz parte da proposta, depende do aval destes três governos estaduais. A maior parte da alíquota do imposto estadual vai para a região onde o veículo é produzido. Outra parte, menor, segue para o Estado onde o carro foi vendido.
A proposta de acordo emergencial prevê a redução de IPI para carros populares de 10% para 5% e dos carros médios de 30% e 25% para 17%. A alíquota de ICMS seria reduzida de 12% para 9%. As montadoras darão um bônus de R$ 350,00 para carros populares, e de R$ 250,00 para carros médios, compensando, assim, os reajustes de preços fixados para repassar a defasagem cambial.





