Curitiba, 20 (AE) - Líderes sindicais que participaram hoje de manifestações em Curitiba elogiaram as propostas de reajuste salarial da Volkswagen, Ford e Scania, em São Paulo, mas afirmaram não ser suficiente. "Vamos continuar insistindo num contrato coletivo nacional", disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. "Enquanto isso não for negociado vamos continuar fazendo movimentos", disse. "Embora não seja o que estamos pedindo, é uma vitória do movimento, porque fazia muito tempo que muitos não pagavam nem a inflação", acentuou. Segundo Paulinho, as outras montadoras do País devem seguir o exemplo das paulistas. "Isso faz parte da história do mundo", afirmou.
"Com certeza, aqui (Audi/Volks) haverá uma grande rebelião dos trabalhadores se não tiver o que a Volkswagen de São Paulo deu." O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Heiguiberto Navarro, insistiu na necessidade de "sair o contrato coletivo de trabalho". "Com os reajustes conseguidos em São Paulo vamos sair com um pique bem alto", disse. "Se lá foi concedido, por que os outros também não concedem?", questionou. "Por que a Audi/Volkswagen não negocia aqui? Afinal, o produto deles não é mais barato que o dos outros."
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka, o acordo de São Paulo deve ajudar as negociações no Paraná. "O acordo vem fortalecer as conversas aqui", disse. "Todos buscam melhorias nas condições de vida e nós não vamos fugir à regra."

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