Sindicalista quer as máfias da saúde investigadas no Rio
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quinta-feira, 20 de agosto de 1998
Agência Estado 
O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Luiz Tenorio, pedirá na terça-feira ao procurador-geral de Justiça do Rio, Hamilton Carvalhido, que aprofunde as investigações em torno das quadrilhas que agem no setor de saúde no Estado. Segundo ele, o radiologista Sérgio Luiz Baptistella, apontado como autor de uma série de crimes contra médicos, pode estar realmente implicado em alguns deles, mas sua prisão não deve parar a apuração dos atentados, que também teria outros envolvidos.
Segundo o sindicalista, não querem chegar às máfias, e há interesse político do governo do Estado de considerar encerrado o caso das mortes de médicos, responsabilizando o radiologista, que foi preso no Rio Grande do Sul, como unico autor dos homicídios.
A Polícia Civil do Rio acusa o radiologista, que foi preso por policiais gaúchos sob a acusação de matar a médica Marilise Reis Dotto, e de também ter assassinado o chefe da Radiologia do Hospital da Posse, José Luiz Madrid, em 10 de novembro de 1997; o médico Amaro Franca, em 10 de setembro de 1996; e a médica Rose Maria Pesce, em 23 de janeiro passado. Baptistella também é apontado pelas autoridades como autor das tentativas de homicídio cometidas contra João Ricardo Piloto, diretor do Hospital da Posse, alvejado em 15 de agosto de 1997; Alzira Pereira de Melo, mulher de França, na mesma ocasião em que o marido foi morto; e Paulo Roberto de Carvalho, em 16 de dezembro.
Tenorio quer entregar a Carvalhido um dossiê com irregularidades de vários tipos de crimes cometidas pelas máfias que atuam no setor de saúde do Rio de Janeiro nas áreas de equipamentos, medicamentos, serviços terceirizados, segurança, sangue e manutenção, entre outros.


