O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo, João Nato Juliana, 39 anos, foi assassinado com seis tiros na noite de segunda-feira, na porta de sua casa, no município de Cariacica, na Grande Vitória. Nato voltava de duas assembléias que ele comandou nas cidades de Linhares e São Mateus. Ao parar seu carro para abrir a garagem, três homens desceram de um Fiat Uno e o alvejaram com balas de pistola e revólver. ‘‘Foi um crime político’’, afirmou Sebastião Calixto, de 40 anos, diretor do sindicato, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
O líder sindical ainda foi levado para o Hospital São Francisco de Assis, no bairro de Campo Grande, onde chegou já com morte cerebral. Em fevereiro, vários homens encapuzados invadiram a sua casa e durante alguns minutos mantiveram sob a mira de armas a mulher de Nato e os seis filhos do casal. Depois de revistarem todo o local, foram embora sem roubar nada. Nato estava viajando. Depois disso, ele recebeu ameaças de morte por telefone pelo menos por três vezes. No início do ano, a Polícia Civil instaurou inquérito, mas não conseguiu identificar nenhum dos invasores.
Um desfile de carros deverá paralisar o centro de Vitória na manhã de hoje, pouco antes do sepultamento de Nato, previsto para às 9h30.

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