Sindarspen critica proposta de ampliação
Londrina - O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) criticou ontem a proposta de ampliação de vagas na PEL, PEL II e Casa de Custódia (CCL), como mostrou reportagem veiculada ontem na FOLHA. A ideia da Secretaria de Justiça (Seju) é criar 812 novas vagas no sistema prisional de Londrina. As três unidades foram construídas para abrigar 1.754 presos. A alternativa deve desafogar os distritos policiais, que vivem superlotados.
A Seju abriu processo de compra de 156 camas para aumentar já nos próximos meses a capacidade da PEL II. ''A posição do Sindicato é contrária a qualquer ampliação de unidades já existentes. O Estado tem que construir novas penitenciárias e contratar agentes penitenciários. Aumentar o número de presos deixa a segurança fragilizada'', alertou o vice-presidente da entidade, Antony Johnson. No Paraná são 3,1 mil agentes penitenciários distribuídos em 25 presídios. Em Londrina trabalham 350.
''O governo está querendo encher os presídios e destruir aquele trabalho de recuperação de presos'', disse o coordenador do Centro de Direitos Humanos, Carlos Henrique Santana.
As críticas foram minimizadas pelo governo. ''Há estudos para melhoria do sistema. Claro que há problema, mas há um esforço muito grande para solucioná-los'', alegou o diretor do Depen, Maurício Kuehne. A Secretaria promete abrir concursos públicos para contratar 900 agentes de custódia e 200 de monitoramento.(D.M.)





