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Sincretismo marca enterro de mãe Cleuza


Agência Folha
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Rituais católicos e de candomblé marcaram ontem, em Salvador (BA), o enterro de mãe Cleusa, a mãe-de-santo que sucedeu mãe Menininha no comando do terreiro mais famoso do Brasil, o Gantois. Os cerca de mil fiéis e adeptos do candomblé que compareceram ao cemitério Jardim da Saudade se revezaram entre cânticos em iorubá (língua falada por negros de um grupo sudanês que habitava a África Ocidental) e rezas católicas para reverenciar a ialorixá (mãe-de-santo) Cleusa Millet, 67 anos. Conhecida pelos iniciados no candomblé como mãe Cleusa, Millet morreu de parada cardiorrespiratória, na manhã de anteontem, no hospital Aliança, em Salvador.
Do lado externo da pequena capela onde os padres católicos Afonso Gomes e José Pinto celebraram a missa de corpo presente, filhos e filhas-de-santo entraram em transe para manifestar o pesar de entidades reverenciadas pelo candomblé. Além do sincretismo religioso, o enterro de mãe Cleusa foi marcado pela profunda tristeza de alguns de seus ‘‘filhos’’ mais ilustres. As cantoras Maria Bethânia e Gal Costa e o publicitário Nizan Guanaes choraram amparados por amigos durante quase toda a cerimônia.

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