Sincopetro evita previsões sobre preço do álcool
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terça-feira, 14 de dezembro de 1999
Por Carla Franco 
São Paulo, 14 (AE) - O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Roberto Gouveia, evitou hoje prever qual será o comportamento dos preços do álcool combustível em função do leilão de 60 milhões de litros do produto realizado pelo governo federal na semana passada.
Ele argumentou que o fato de o governo não ter informado quais companhias compraram o produto, impossibilita uma avaliação. "Pelo volume ofertado não deve haver alteração, a não ser que o volume seja muito bem utilizado e tenha sido comprado por várias companhias", ponderou.
Afirmação foi feita durante encontro de 500 donos de postos de combustíveis que se reuniram-se hoje à tarde no Hotel Sheraton Mofarrej, em São Paulo, em encontro promovido pelo Sincopetro para esclarecer aos associados os detalhes da ação civil pública
com pedido de liminar, ajuizada em novembro pelo Sincopetro e pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas e Região (Recap) contra as grandes companhias distribuidoras de petróleo que atuam em São Paulo.
A ação foi proposta na Justiça de Piracicaba, interior do Estado, contra as empresas de petróleo BR, Shell, Esso, Agip São Paulo, Texaco e Ipiranga, associadas ao Sindicato Nacional das Distribuidoras de Petróleo (Sindicom). Os donos de postos alegam que, desde a liberação dos preços dos combustíveis, em 96, vem "sofrendo com a ação predatória imposta pelas distribuidoras de petróleo, que praticam preços diferenciados para os revendedores de uma mesma bandeira e impõem margem de revenda".
Segundo o Sincopetro, informou que a ação civil pública já conta com 16 volumes, mas ainda não foi julgada. No encontro, o presidente do sindicato acusou as distribuidoras de cartelização e pregou o fim da exclusividade de compra, para que os postos possam adquirir produtos de outras bandeiras. "Eu quero comprar de quem tiver o melhor preço do mercado", sustentou Gouveia.


