Sinapro organiza novo protesto com acampamento
Curitiba - As ameaças do governador Roberto Requião (PMDB) de pedir a prisão do presidente do Sindicato Nacional dos Produtores Rurais (Sinapro), Narciso da Rocha Clara, não o fizeram desistir da manifestação de ruralistas, em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Ontem, o líder sindical garantiu que o protesto irá acontecer no próximo dia 28. Ele promete, inclusive, que os produtores irão acampar em frente à sede do governo e ficarão lá até que se cumpram os mandados judiciais de reintegração de posse.
Rocha Clara voltou a afirmar que ele não está se escondendo ou fugindo da Justiça. Admitiu já ter respondido a inquéritos, mas argumentou que isso seria ''inerente à vida de uma pessoa pública''. ''Até o presidente da República já foi preso e teve o sindicato dele fechado. Faz parte da vida política'', acrescentou.
Em coletiva na manhã de ontem, Requião não perdeu a chance de alfinetar o sindicalista. ''Sou o militante número 1 do Paraná'', afirmou o governador, ironizando as declarações do presidente do Sinapro, que declarou recentemente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria o militante número 1 do MST e Requião, o número 2. ''Este Sinapro não existe, o presidente é um estelionatário, um bandido de São Paulo que está tentando agitar o Paraná. Se ele pisar aqui vai ser preso'', reafirmou.
Em nota encaminhada aos jornais ontem, o presidente da Federação dos Vigilantes do Paraná e do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e região, João Soares, manifestou sua preocupação com a contratação de empresas de segurança privada para evitar a invasão de terras no Estado. A medida foi anunciada esta semana pelo Sinapro. O receio, segundo ele, é de que sejam contratadas empresas clandestinas, que coloquem ''jagunços'' nas propriedades rurais. Soares entende que a segurança no campo para evitar confronto dos sem-terra com fazendeiros é trabalho para a Polícia Militar.
A American Security, que irá coordenar a contração de empresas para a segurança nas fazendas, garantiu que só serão aceitas empresas cadastradas na Polícia Federal.





