Muitos médicos se deparam ainda com o mal de Alzheimer sem reconhecê-lo, mas há alguns meses os especialistas definiram uma série de sinais de alerta simples, que permitem avaliar o estado de gravidade dos pacientes que o sofrem e inclusive identificar os que vão sofrê-lo em curto prazo.
Estão em situação de risco as pessoas que deixaram de saber utilizar um telefone, embarcar nos transportes públicos ou dirigir sozinhas um automóvel, as que se tornam incapazes de seguir um tratamento médico ou de administrar seu orçamento diário.
Preparada a partir de um estudo epidemiológico realizado em cerca de 10 mil indivíduos normais, esta ‘‘escala’’ permite identificar as pessoas que apresentam uma demência ainda não diagnosticada ou que vão desenvolver essa demência dentro de um ano.
‘‘Na medida em que a demência é definida como um conjunto de transtornos cognitivos bastante severos para ter repercussões sobre sua autonomia, não é surpreendente que a atividade cotidiana de um paciente, avaliada mediante uma escala específica, reflita um problema de demência presente, mas desdenhado, ou uma demência a ponto de surgir’’, explicou o professor Bruno Dubois, neurologista do hospital da Pitié-SalpétriSre de Paris. (AFP)

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