Simulador será obrigatório em autoescola
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> Reportagem Local <br> 
Curitiba - A partir de julho de 2013, todas os Centros de Formação de Condutores (CFCs) do País terão que dispor de um simulador de direção para habilitação na categoria B (automóveis e comerciais leves). O sistema de realidade virtual simula situações de clima, horário, rodovias e até mesmo de outros veículos na pista.
A ideia é que a tecnologia seja usada para aprimorar o aprendizado dos alunos no controle da ansiedade e em técnicas de direção. A determinação foi publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), no final de novembro. De acordo com o Contran, serão cinco aulas de 30 minutos com conteúdo didático, como conceitos básicos de condução, marchas, aprendizado de circulação em avenidas, curvas e em situações climáticas e de risco. Os futuros condutores só poderão utilizar o simulador após o cumprimento da carga relativa às aulas teóricas-técnicas, e antes do exame teórico.
Segundo um comunicado do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), as autoescolas terão até o dia 30 de junho de 2013 para se adequar às normas estipuladas para o uso do equipamento. Conforme o Departamento de Trânsito do Paraná, o protótipo já foi apresentado ao público em São Paulo e no Rio de Janeiro. Curitiba é a terceira capital a receber o equipamento. Ele está disponível para testes no Shopping Mueller, no Centro Cívico. ''A pessoa passa por diversas situações que ocorrem no trânsito e, tendo esta experiência ainda na autoescola, sai mais preparada para dirigir'', disse o diretor geral do Detran-PR, Marcos Traad.
Atualmente, os simuladores são usados em estudos e pesquisas sobre comportamento, para desenvolvimento de veículos, treinamento e aperfeiçoamento de motoristas profissionais. O Detran-PR ainda destaca que, segundo o Ministério das Cidades, estudos feitos pelo governo norte-americano comprovaram que os simuladores podem reduzir pela metade o número de acidentes nos 24 primeiros meses após a retirada da habilitação.
Questionado sobre um possível aumento no valor do curso, Traad disse que isso depende de negociação entre as empresas que produzem o simulador e os donos das autoescolas. A reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Proprietários de CFCs do Paraná, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.


