Simpósio vai debater enxerto com osso artificial
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quarta-feira, 23 de junho de 1999
Por Hugo Marques, especial para a AE 
Brasília, 24 (AE) - Especialistas em várias áreas cirúrgicas irão ensinar a médicos e cirurgiões dentistas de todo o País, em julho, a técnica do enxerto ósseo com o uso de osso artificial feito com óleo de mamoma, material desenvolvido pelo bioquímico paulista Gilberto Orivaldo Chierici. O 1º Simpósio Nacional sobre Aplicação do Biopolímero Vegetal em Cirurgias àsseas, que será realizado em Brasília, dia 24, é uma tentativa de disseminar a técnica, hoje restrita a 50 clínicas particulares, para todo o território nacional.
A expectativa dos organizadores do evento é que mais de 500 médicos participem do simpósio. Segundo Marco Antônio Bicudo
sócios da empresa que comercializa o osso artificial, já estão sendo feitos contatos para o uso do material em hospitais da rede pública. "O osso artificial não tem rejeição e se incorpora ao osso do paciente em poucas semanas", afirma. Grupos de empresários do Japão e da Alemanha mostraram interesse em comercializar o osso artificial, mas na condição do Brasil transferir tecnologia de fabricação, o que não foi aceito pelo inventor e representantes do produto. De acordo com Bicudo, com um kit do produto, que custa R$ 550,00, é possível recompor cinco centímetros quadrados de osso humano. O enxerto com osso artificial reduz o tempo de anestesia e o risco de vida do paciente, garantem os representantes. Chierici será um dos palestrantes do simpósio.


