Simpósio discute gerenciamento correto de recursos hídricos
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terça-feira, 25 de novembro de 2003
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Crise energética, diminuição da quantidade de água potável, problemas de saneamento. Esses são alguns fatores causados pela escassez de água, que está se agravando cada vez mais em todo o mundo. No Brasil, a baixa quantidade de chuvas já começa a preocupar. Para evitar que o problema que se agrave, o principal desafio está no gerenciamento correto dos recursos hídricos ainda disponíveis. E é justamente isso que especialistas da área pretendem discutir em Curitiba, até quinta-feira, no XV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, que começou dia 23.
De acordo com dados do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o armazenamento de água no Estado está 40% abaixo do nível normal. No Brasil, 95% da energia elétrica provêm de hidrelétricas e a maior parte deste total é gerada pela bacia do Paraná. Com base nesses números alarmantes e buscando evitar problemas graves, como falta de água e possíveis apagões, o engenheiro civil e ambiental do Simepar, Alexandre Guetter, afirma que pesquisas estão sendo desenvolvidas no sentido de melhor as previsões climáticas (aumentar a índice de acerto para períodos mais longos). Isso facilitaria a gestão dos recursos hídricos.
Já está sendo usado no Estado, em fase experimental, um sistema de previsão do tempo que utiliza novos instrumentos. Segundo Guetter, esses equipamentos são mais dinâmicos que o método atual, que leva muito em conta o histórico climático (estatísticas) para se prever o tempo. ''A princípio estamos com as pesquisas voltadas para o sistema de energia elétrica. Precisamos ter garantias de bons resultados antes de implantarmos definitivamente o novo sistema'', explicou. Caso o uso dessa nova tecnologia seja bem sucedido, as empresas de energia elétrica poderão antever problemas e solucioná-los antes de virem à tona.
Para o usuário final, essa nova tecnologia pode siginifcar também um barateamento da energia, afirmou o supervisor de hidrologia do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Guilherme Guilhon. ''Quanto menor a margem de erro, menor o custo operativo e menor o custo do sistema.''


