Foz do Iguaçu - Pela primeira a América do Sul é sede do Simpósio Internacional da Ioste, uma organização sobre educação nas áreas de ciência e tecnologia. A décima edição do evento foi aberta ontem em Foz do Iguaçu, onde educadores de mais de 30 países estão discutindo iniciativas para facilitar o aprendizado de estudantes.
A cerimônia de abertura foi feita pelo ministro da Educação, Paulo Renato de Souza. Para o presidente do comitê organizador, Nélio Bizzo, o encontro é ''um divisor de águas'' e abrirá caminhos para os profissionais de educação.
Até 2 de agosto, serão apresentados cem trabalhos, como Ciência e Tecnologia para Crianças (CTC), desenvolvido pela Sangari do Brasil multinacional inglesa de ensino e pesquisa e patrocinadora do evento. O programa visa popularizar as ciências da vida, Terra, física, química e aplicadas aos alunos do ensino fundamental.
Também estão expostas experiências ''caseiras'', como a do Colégio Estadual de Almeida, em Londrina, onde 388 alunos do ensino médio fabricaram produtos de limpeza, entre eles detergentes e amaciante. ''O projeto foi aprovado no Vale do Saber, do Ministério da Educação'', conta a coordenadora Tereza Aparecida Achando.
Criada em 1979, a Ioste é o resultado de uma reunião da Unesco. Ela nasceu com objetivo de promover encontros mundiais para discutir tendências e soluções na área de ensino de ciência e tecnologia. O evento é realizado a cada dois anos.
O simpósio marca o começo do recrutamento de 2,5 mil professores do ensino fundamental e médio para trabalhar como consultores pedagógicos, uma espécie de conselheiro que ouvirá os problemas e apresentará soluções para as escolas. Do Paraná, serão escolhidos 20 professores. Mais informações podem ser obtidas no site www.consultor.sangari.com.br

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