Simon reafirma apoio do PMDB ao governo e desconsidera Quércia
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domingo, 23 de maio de 1999
Por Fred Ferreira (especial para a AE) 
São Paulo, 24 (AE) - O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse hoje que o PMDB continuará a apoiar o governo federal na Câmara e no Senado enquanto o presidente Fernando Henrique Cardoso mantiver posição "isenta" no processo da sucessão presidencial de 2002. "Continuaremos com o presidente até que a campanha fique mais nítida. A maioria do PMDB pensa em manter o apoio a Fernando Henrique", afirmou Simon.
"Se o presidente ficar independente até a definição de um candidato à sucessão, tudo bem", disse o senador do PMDB. "Se isso não ocorrer, aí sim poderemos virar oposição", previu Simon, que atualmente só vê três candidatos em potencial à sucesão de Fernando Henrique: o governador Mário Covas, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB).
O senador peemedebista classificou de "ridículo" o movimento interno do PMDB de São Paulo para romper com o presidente Fernando Henrique, articulado pelo ex-governador Orestes Quércia e que conta com o apoio do governador de Minas Gerais, Itamar Franco. "Não vejo ninguém falar em romper, só o Itamar e o Quércia", avaliou o senador.
O diretório paulista do PMDB reúne-se amanhã (25) para apreciar a proposta de Quércia para romper com o presidente Fernando Henrique, com presença garantida do governador Itamar Franco. "O Quércia não tem nenhuma influência sobre o PMDB nacional", garantiu Simon. "Ele (Quécia) deveria se preocupar com sua candidatura a deputado federal ou à prefeitura de Campinas", disse o senador do PMDB.
O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), concorda com o senador Pedro Simon. Para ele, o assunto deveria ser debatido internamente pelo patido. "O rompimento não passa de uma opinião dele (Quércia)", disse Temer, na Assembléia Legislativa de São Paulo. "Nem mesmo a presença do Itamar significa que a proposta de rompimento reflete a opinião do partido", garantiu. Para Temer, Quércia terá de "obedecer aos escalões partidários".
O senador peemedebista visitou hoje o govenador Mário Covas (PSDB) no Palácio dos Banderantes e depois seguiu para a Assembléia Legislativa, onde concedeu entrevista coletiva à imprensa. Simon voltou a defender um diálogo entre o presidente Fernando Henrique e o presidente Itamar Franco.


