Simon diz que é muito difícil CPI não convocar Malan e Fraga Neto
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quinta-feira, 29 de abril de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 30 (AE) - O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse hoje que é "muito difícil" que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro não chame para depor o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga Neto. Na opinião dele, é "completamente errada" a posição de quem exige que o ministro compareça agora à comissão, assim como é "ilógico" alguém dizer que ele não irá.
Segundo o senador, o ministro das Comunicações e articulador político do governo, Pimenta da Veiga, "não foi feliz" ao afirmar que Malan não iria à CPI. Ele entende que hoje não existe indicação de participação do ministro em algum "ilícito", mas afirma que a participação dele será essencial quando começarem os debates sobre questões mais delicadas em relação ao funcionamento do BC. "Temos de debater a fiscalização do sistema financeiro", afirmou. Simon disse ainda que o ex-presidente do BC Francisco Lopes deverá ser convocado para depor novamente dentro de mais ou menos um mês. "Vamos ouvir mais algumas pessoas antes", comentou. Para ele, a estratégia usada tanto por Chico Lopes como pelo ex-sócio da Macrométrica, Sérgio Bragança, pretende desviar a investigação sobre a conta de US$ 1,6 milhão no exterior para o Judiciário, onde eles "ganham tempo" e o assunto "cai no esquecimento".
De acordo com o senador, ao requerer o "direito ao silêncio" e não explicar a origem do dinheiro e nem mesmo reconhecer a autoria do bilhete em que atribui a posse dos recursos a Chico Lopes, Bragança está pagando um "preço ético". "A CPI, por ser uma vitrine, cria uma execração política", comentou.


