Uma cruz de madeira erguida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desapareceu da BR-277, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. Ela foi colocada no dia 5 de maio no canteiro central do quilômetro 108 da rodovia para homenagear o militante do MST Antônio Tavares Pereira, que morreu em confronto com a Polícia Militar. A coordenação estadual do MST anunciou que vai estudar a colocação de uma nova cruz ou criar um monumento no mesmo local.
Ubiraci Stesko, que integra a direção paranaense do movimento, acusou o governo do Estado de ter removido a cruz. ‘‘Com certeza esta cruz estava incomodando o governo. Ela estava servindo de lembrança para todos os trabalhadores do assassinato do Antônio.’’ A Secretaria de Comunicação Social do Palácio Iguaçu rebateu as declarações. Em comunicado, a secretaria respondeu que não teve qualquer responsabilidade com o sumiço da cruz, que tinha três metros de altura. ‘‘Respeitamos o credo de todas as pessoas. O governo jamais iria remover dali o que quer que seja. O MST está com mania de perseguição.’’
O buraco feito para fincar a cruz no canteiro central da rodovia também foi coberto. Sobraram apenas alguns vestígios de lona preta usada pelos sem-terra no dia da manifestação. A Rodonorte, empresa que administra a BR-277, também negou conhecimento do fato. De acordo com a assessoria de imprensa da concessionária, não havia motivos para retirar a cruz porque ela não afetava a circulação de veículos ou a visibilidade dos motoristas.

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