Brasília - De olho no voto de indecisos e desmotivados, as organizações não-governamentais que apóiam a frente parlamentar Por um Brasil sem Armas farão carreatas amanhã em várias cidades do País e boca-de-urna no domingo. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quem for flagrado distribuindo material de campanha pode ser preso.
Em Brasília, o Comitê Nacional de Vítimas de Violência (Convive) mandou imprimir material para que voluntários façam boca-de-urna nas ruas da capital. No Rio, a ONG Viva Rio vai mobilizar parlamentares que apóiam a causa da proibição da comercialização de armas de fogo.
Deputados, entre eles, Jandira Feghali (PC do B-RJ) e Raul Jungmann (PPS-PE), vão para as ruas no domingo, dia do referendo, para pedir votos para o 'sim' à proibição da venda de armas e munição.
O diretor-executivo do Viva Rio, Rubem César Fernandes, também acompanhará os parlamentares no trabalho de conquistar votos para garantir a vitória da frente Por um Brasil sem Armas. Segundo a jornalista Valéria Velasco, presidente do Convive, a boca-de-urna não deverá ser feita próxima às seções de votação de Brasília.
Os voluntários ficarão espalhados em vários pontos da capital. No material que está sendo produzido, serão impressas as principais mensagens da campanha: o direito à vida, a arma não protege e dados que mostram que 60% dos crimes no Brasil são cometidos usando-se arma de fogo.
O presidente da frente parlamentar Pelo Direito à Legítima Defesa, deputado Alberto Fraga (PFL-DF), garantiu que não será feita boca-de-urna pelos voluntários contrários à proibição da venda de armas. ''Nós não fazemos isso. Eles (políticos e voluntários) é que fazem isso há 20 anos'', disse o parlamentar referindo-se aos parlamentares de partidos de esquerda.
A campanha do 'não' divulgou em seu site apelo para que os contrários ao fim do comércio de armas convoquem a população em busca de mais votos. Pediu inclusive para as pessoas colocarem faixas e bandeiras em pontos estratégicos, na casa de amigos e simpatizantes, preferencialmente perto dos locais de votação e nos corredores de trânsito. Segundo a frente parlamentar, 30% da população brasileira ainda não decidiu seu voto.

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