São Paulo, 22 (AE) - Joaquim Silvério dos Reis foi quem delatou à Coroa, em abril de 1789, Tiradentes e os outros inconfidentes. Os que lutavam pela independência do Brasil acabaram presos e Tiradentes foi enforcado três anos depois. A biografia de Silvério dos Reis nada tem de heróico.
Coronel, com dívidas com a Fazenda Real, Silvério dos Reis fora tomado pelos inconfidentes como um dos descontentes com a Coroa. Assim, soube em fevereiro de 1789 dos detalhes do levante preparado pelos que lutavam contra os impostos extorsivos e a favor da independência. Quem lhe contou foi um velho amigo, o sargento Luiz Vaz de Toledo Piza.
Joaquim Silvério dos Reis faria uma delação por escrito, com detalhes e, para alguns historiadores, exageros do que seria o levante contra a Coroa. Ele enviou carta ao governador da Capitania de Minas Gerais, o Visconde de Barbacena, em 11 de abril de 1789. Citou os nomes dos conspiradores, acusou diretamente o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes
e procurou agradar ao governador com seus segredos. "E que a primeira cabeça que se havia de cortar era a de v. excia.", escreveu ele.
A ação desse coronel levou à prisão o desembargador Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, o cônego Luís Vieira da Silva e Alvarenga Peixoto.

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