São Paulo, 23 (AE) - As exportações brasileiras terão, em breve, uma fonte privada de financiamento. A Silex Trading está montando um fundo de investimento em empresas exportadoras. O mecanismo, explica o diretor da Silex, Roberto Gianetti da Fonseca, é de uma sociedade de propósito específico, que vai captar recursos de várias fontes, como investidores nacionais, estrangeiros e fundos de pensão.
A idéia é fazer uma captação inicial de US$ 100 milhões e usá-la para o financiamento de 10 a 12 exportadoras, inicialmente. "Mas esses US$ 100 milhões vão permitir um fluxo de exportações de US$ 200 milhões a 300 milhões", observa Gianetti.
Gianetti observa que a sobrevalorização da moeda brasileira desestruturou a capacidade exportadora de várias empresas, que hoje ainda estão em situação financeira "abalada" e por isso precisam de capital para retomar com força sua produção.
Os recursos do fundo - que está sendo chamado de Invex - financiariam essas companhias e sua remuneração estaria vinculada à rentabilidade desses exportadores. Em outros países, esses fundos são comuns, mas no Brasil são novidade. "São empresas que já demonstraram seu potencial", diz.
Gianetti cita como segmentos com potencial para participar desse fundo o de frutas, metais, couro e calçados e mobiliário, entre outros. As empresas terão 30% ou mais de sua produção destinada ao exterior.
Oficial - O Banco do Brasil vai anunciar, em breve, uma nova linha de financiamento para as exportações de pequenas e médias empresas, segundo o superintendente- executivo da área externa do banco, Rubens Amaral. Além de ampliar o prazo para três anos, o exportador poderá financiar 100% da produção destinada ao exterior.

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