Washington, 07 (AE) - As empresas siderúrgicas brasileiras negociaram dois acordos com o governo norte-americano, limitando suas exportações de laminados a quente aos Estados Unidos durante os próximos cinco anos.
Durante esse período não poderão vender mais que 295 mil toneladas anuais e cada tonelada custará no mínimo US$ 255. A quantidade (295 mil toneladas) equivale à média dos últimos cinco anos. Já os preços são superiores aos US$ 230 por tonelada
cobrados no mercado americano, mas tudo indica que o custo dos produtos siderúrgicos aumentará no próximo ano, com a retomada do crescimento da economia mundial.
Os acordos ainda serão submetidos às empresas siderúrgicas norte-americanas, que terão 30 dias para opinar contra ou a favor. Mas suas sugestões não serão necessariamente levadas em conta. E uma decisão final poderá ser tomada dentro de um mês.
As empresas brasileiras decidiram limitar suas próprias exportações porque essa era a única forma de manter o mercado americano. Em setembro passado, os 12 maiores produtores de aço dos EUA iniciaram uma campanha para proteger seu mercado que, segundo eles, estava sendo ameaçado pelas importações baratas do Japão, da Rússia e também do Brasil.
Por isso, iniciaram investigações de "dumping" (venda de um produto a preços inferiores aos de custo ou àqueles do mercado de origem) contra os três. Sem o acordo, o Brasil dificilmente poderia exportar aos Estados Unidos.

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