O Brasil produz carvão apenas nos Estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. O produto nacional é integralmente utilizado na geração de energia pois, por ser de baixa qualidade, não é bom para a siderurgia.
Até 1990 era obrigatória por lei a utilização de uma parcela de carvão nacional na siderurgia. Quando esta regulamentação foi extinta, a indústria nacional do carvão sofreu um baque. A produção de carvão siderúrgico, que nos anos 80 ficou em média em 1,2 milhão de toneladas por ano, caiu para 535 mil toneladas em 1995 e para menos de 100 mil toneladas nos anos posteriores, de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia..
A produção de carvão para uso em geração de energia no País também caiu de um patamar superior a 6 milhões de toneladas em 1990 para cerca de 4,5 milhões de toneladas nos anos seguintes, indica o relatório do Ministério de Minas e Energia.
A recuperação começou a ser sentida a partir de 1997, quando a produção atingiu 5,525 milhões de toneladas, passando a 5,485 milhões de toneladas em 1998 e 5,618 milhões de toneladas em 1999. O Ministério ainda não tem fechados os números de 2000, mas técnicos do órgão acreditam em um crescimento de 20% em relação ao ano anterior.
‘‘O carvão foi muito discriminado. Desde o fim dos anos 80 não havia qualquer investimento em projetos de geração térmica a carvão no Brasil’’, diz o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Extração de Carvão (Sniec), Roberto Faria.
Ele admite, no entanto, que parte do preconceiro contra o carvão foi provocado pelo próprio modo como o recurso foi aproveitado no País. Faria conta que as primeiras térmicas instaladas no Brasil utilizavam projetos de engenharia do exterior para operar com carvão brasileiro.
‘‘O carvão brasileiro não tem o mesmo poder calorífico do europeu ou do americano. O resultado era uma baixa eficiência do recurso energético e uma queima que provocava danos ao meio ambiente’’, explica.
As três usinas térmicas a carvão previstas no PPT serão instaladas no Rio Grande do Sul. Serão construídas as usinas de Candiota 3, Seival e Jacuí 1.

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