Sicride recolhe documentos da Limiar para investigação
Maigue Gueths
De Curitiba
As investigações sobre o funcionamento da filial curitibana da Limiar, entidade norte-americana acusada de cobrar US$ 5,5 mil para intermediar adoção de crianças brasileiras para casais dos Estados Unidos, continua nesta semana.
O Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas (Sicride) requisitou, na sexta-feira, toda a documentação contábil, fiscal e administrativa da entidade e pretende analisar este material, a partir de amanhã, assim como os registros da página da empresa na Internet.
Nossa investigação continua, independente da atuação da Ceja (Comissão Estadual Judiciária de Adoção), que também pode continuar em separado, diz o delegado do Sicride, Harry Herbert. O Sicride ouviu depoimentos, na última sexta, de dois representantes da Limiar: a gerente administrativa Emmy Caroline Andersen e o representante da entidade em Curitiba, Audelino de Souza. Ambos negam a cobrança ilegal e alegam que a empresa apenas pedia uma doação às famílias americanas para cobrir as despesas do escritório. Caroline afirmou que estas famílias recebiam a sugestão do valor a ser pago, e que outras nem mesmo chegaram a pagar qualquer quantia para adotar uma criança.
O delegado do Sicride não sabe quais serão os procedimentos a serem adotados pela Ceja, que decidiu descredenciar temporariamente a Limiar, até que sejam apuradas as denúncias.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, a empresa divulgava as crianças, a maioria do Paraná, em uma página da Internet. A Folha não conseguiu localizar, ontem, nenhum dos representantes da Ceja.





